Sabe quando a gente sente vontade de escapar da rotina e se jogar num lugar cheio de história, charme, causos misteriosos e aquele jeitinho mineiro de ser? Pois é, foi assim que descobri Sabará, essa cidade linda pertinho de BH, que parece ter parado no tempo — mas no melhor sentido possível! E se você tá buscando um destino com alma, sorrisos sinceros e lendas que arrepiam, pode arrumar as malas. Bora comigo nessa viagem?
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Sabará é puro coração mineiro
Logo de cara, andar pelas ruas de Sabará já te dá aquele quentinho no peito. Os casarões antigos, as igrejas barrocas, as ladeiras de pedra… Tudo ali te abraça. A cidade foi oficialmente fundada em 1711 (sim, é antiga mesmo!), bem no auge da corrida do ouro em Minas Gerais. E o mais bonito? Ela conseguiu manter vivinha sua essência até hoje. Não é só sobre arquitetura, é sobre história viva.
Mas não pense que Sabará vive só do passado, viu? A cidade pulsa com arte, cultura, tradições e gente que adora contar um bom “causo”. Aliás, se você for como eu e amar uma boa história, já separa um espacinho no coração. Você vai sair de lá querendo voltar.
As lendas de Sabará: histórias que dão nó na barriga (e na imaginação!)
Agora, respira fundo e prepara o coração, porque essa parte é especial. Sabará não é feita só de pedra e ouro — ela é feita de mistério. Sério. As lendas que circulam por lá são contadas de geração em geração, com aquele jeitinho mineiro que mistura medo e encanto, riso e arrepio. E quer saber? Isso tudo foi resgatado em um livro e também num documentário feito com muito carinho por moradores da cidade. Achei isso lindo demais!
Olha só algumas das histórias que me contaram por lá (e que eu nunca mais esqueci):
- A Noiva da Matriz: Dizem que uma jovem foi abandonada no altar, tadinha. E até hoje, nas noites de lua cheia, ela aparece vestida de noiva nas escadarias da igreja, com o olhar perdido, como se ainda esperasse o tal noivo. Me arrepiou só de lembrar.
- O Homem da Capa Preta: Reza a lenda que ele anda por Sabará nas madrugadas, encapuzado, misterioso… Ninguém sabe direito se é fantasma, espírito ou só mais um personagem das ruas da cidade. Mas o povo jura que já viu.
- O Ouro do Diabo: Ah, essa é clássica! Dizem que tem um tesouro escondido em alguma montanha da cidade, protegido por uma maldição pesada. Só acha quem for de alma limpa. Se não… bom, melhor nem tentar, né?
De onde surgem esses “causos”?
Você já parou pra pensar como essas histórias nascem? Em Sabará, muita coisa vem da própria história da cidade: os tempos do ouro, as disputas de poder, as crenças religiosas, a força da cultura africana… tudo isso junto criou um terreno fértil pras lendas florescerem. E mais: o cenário ajuda! As matas, os rios, as construções antigas e até o silêncio da noite — tudo convida a imaginar, a sentir, a acreditar no invisível.
Às vezes, o barulho do vento nas árvores virava sussurro. Um vulto na esquina virava fantasma. E assim, o povo foi criando, recriando, contando e recontando histórias. Cada uma com seu jeitinho, seu detalhe, seu exagero gostoso. E tudo isso virou parte da alma de Sabará.
As lendas na vida do povo: mais do que histórias, um modo de ser
Mas não pense que essas lendas ficaram presas no passado, não. Elas vivem! Estão nas festas, nos artesanatos, nas peças de teatro de rua, nas pinturas nas lojinhas… Eu vi com meus próprios olhos um senhor vendendo esculturas feitas de madeira com personagens das histórias que ouvi na noite anterior. De arrepiar de tão lindo!
Tem até tour guiado só com foco nas lendas! Sim, você anda pela cidade com lanterninha na mão, ouvindo os guias contarem tudo com um entusiasmo que parece que o personagem vai pular da esquina. E olha, eu fiquei com friozinho na barriga sim, mas também saí encantada. É uma forma de conhecer a cidade que vai muito além do “turismo tradicional”.
Tá planejando ir? Aqui vão dicas quentinhas e práticas!
Se você já está aí pensando “eu PRECISO conhecer Sabará”, deixa que eu te ajudo. Anota aí umas dicas bem de amiga:
Onde ficar em Sabará
- Hotel Solar Corte Real: Um casarão antigo transformado em hotel. Super charmoso, com clima de época.
- Pousada Villa Real: Ideal pra casais ou quem quer sossego, com muito verde e café da manhã daqueles que a gente repete sem culpa.
- Airbnb: Tem opções bem legais e aconchegantes, muitas gerenciadas por moradores locais. É ótimo pra quem curte um clima mais caseiro.
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Onde comer (e se apaixonar pelos sabores)
- Restaurante Casa Velha: Tem gostinho de comida de vó: feijão tropeiro, leitão à pururuca e aquele arroz branquinho soltinho. Uma delícia!
- Dona Lucinha: Já é conhecida em BH, e em Sabará mantém a tradição mineira viva no prato. O buffet é um festival de sabores.
- Empório João da Carne: Se você curte carne, esse lugar é o paraíso. Tudo bem feito, no ponto, com aquele cheirinho de churrasqueira que chama de longe.
O que fazer em Sabará (além de se encantar)
- Visite o Teatro Municipal, um dos mais antigos do país. Às vezes tem apresentações gratuitas. Vale conferir!
- Explore as igrejas barrocas, cada uma com sua história e seu charme. A Igreja do Ó é um espetáculo.
- Faça o tour das lendas. É imperdível. Vai por mim!
As lendas também atraem visitantes (e isso é maravilhoso!)
Você sabia que muita gente visita Sabará justamente por causa dessas histórias? Pois é! Tem gente que vai só pra conhecer de perto os lugares dos causos, tirar fotos nos becos antigos e sentir, de verdade, o clima das lendas. Além disso, isso tudo é lindo demais porque valoriza a cultura local, gera renda pras famílias e, ao mesmo tempo, mantém viva a tradição. É o tipo de turismo que respeita, enriquece e transforma.
E quer saber? Provavelmente, você vai voltar pra casa com o coração leve e um monte de história boa pra contar. Afinal, é o tipo de viagem que fica na alma, sabe?
Minha experiência pessoal: um fim de semana pra nunca mais esquecer
Fui pra Sabará sem muita expectativa, confesso. Queria apenas um lugar calmo, com boa comida e um pouco de história. No entanto, acabei voltando completamente apaixonada. Durante o passeio, conheci uma guia chamada Tereza, que me contou cada lenda com tanta paixão que, sinceramente, parecia até que ela era amiga da noiva fantasma (risos).
Além disso, comi pastel de angu na feira, sentei numa pracinha ouvindo um senhor tocar violão e, por um instante, senti como se o tempo tivesse parado.
É difícil colocar em palavras… Mas a verdade é que Sabará tem um jeitinho único de tocar a gente por dentro. Por isso, acho que só indo mesmo pra entender — e sentir de verdade.

Festivais e eventos culturais em Sabará que você precisa conhecer
Sabará não vive só do passado — pelo contrário, ela vibra o ano inteiro com festas que misturam fé, cultura, música e, claro, muita comida boa. Um dos eventos mais tradicionais, por exemplo, é a Festa do Divino Espírito Santo, que carrega mais de dois séculos de história! Durante esse período, a cidade se enche de bandeirinhas coloridas, missas, cortejos e barracas recheadas de quitutes mineiros. É aquela energia boa, contagiante mesmo, que encanta até quem não é religioso.
Além disso, não dá pra esquecer do Festival da Jabuticaba, que costuma acontecer em novembro. Imagina só: os quintais lotados de jabuticaba madura, o cheirinho doce no ar e as ruas cheias de gente vendendo doces, geleias, bolos e licores… É um verdadeiro festival de sabores e memórias afetivas. Sem exagero: é de comer rezando e ainda sair querendo receita!
Sabará e a gastronomia mineira: sabores que contam histórias
Mineiro adora contar causos, mas também — vamos combinar — adora um prato bem servido. E, em Sabará, cada receita tem um sabor que vem carregado de história. Aliás, você já experimentou pastel de angu? É um dos maiores orgulhos da cidade, com massa feita de fubá e recheios que vão desde o frango com ora-pro-nóbis até o tradicional queijo com pimenta. Simplesmente delicioso e totalmente único!
Além disso, o feijão tropeiro não decepciona: vem sempre acompanhado de torresmo crocante e arroz soltinho, daquele jeitinho que a gente ama. E claro, não faltam doces irresistíveis por lá. O de figo em calda, por exemplo, é um verdadeiro clássico mineiro. E, pra fechar com chave de ouro, quem gosta de algo mais forte pode — e deve — provar uma das cachaças artesanais da região. Tem gente que jura que cura até coração partido (mas olha… isso aí já é lenda, né? rs).
Trilhas, cachoeiras e natureza: Sabará também é para aventureiros
Sabará também é puro verde! Para quem curte natureza, aliás, é quase impossível não se encantar com as trilhas, cachoeiras e mirantes que cercam a cidade. Além disso, muitas dessas trilhas passam por pedaços da antiga Estrada Real — ou seja, é um prato cheio pra quem gosta de misturar história com um toque de aventura.
Uma dica especial, por exemplo, é a Trilha do Fidalgo, que atravessa ruínas coloniais e termina em paisagens de tirar o fôlego. E não para por aí: tem cachoeirinhas escondidas por ali que são verdadeiros oásis, perfeitos pra quem busca sossego e conexão com a natureza. Por isso, vale muito a pena colocar uma roupa confortável, levar água, um lanchinho e se jogar de corpo e alma nessa vibe verde.

O artesanato de Sabará: memória viva em cada detalhe
Sabe aquela lembrancinha que a gente leva de viagem e guarda com carinho? Pois é, em Sabará, o artesanato vai muito além disso — é a alma da cidade transformada em arte. Aliás, os moradores colocam nas mãos o que carregam no coração: cultura, fé, história e afeto.
Ao caminhar pelas lojinhas e feirinhas locais, você vai se deparar com bordados lindíssimos, imagens sacras feitas à mão, cerâmicas pintadas com personagens das lendas locais e até instrumentos musicais tradicionais. Ou seja, cada peça carrega uma história. Além disso, é uma forma linda de valorizar o talento da comunidade. E, de quebra, é também um jeitinho especial de levar um pedacinho de Sabará com você — e com muito significado.
Curiosidades de Sabará que quase ninguém te conta
- Sabará abriga um dos teatros mais antigos do Brasil, o Teatro Municipal, construído ainda no século XVIII. E sim, ele ainda está de pé e funciona!
- O nome “Sabará” vem do tupi-guarani e pode significar “grandes olhos brilhantes” ou “rio de muitas pedras”. Lindo, né?
- A cidade abriga uma das igrejas mais antigas dedicadas à população negra no Brasil: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Ela carrega muita história e emoção.
- Algumas ruas ainda têm o calçamento feito com pedras colocadas por mãos escravizadas no século XVIII. Um símbolo que nos lembra de refletir, respeitar e valorizar a verdadeira história do nosso país.
Vai pra Sabará? Vá com o coração aberto
Sabará é daquelas cidades que a gente entra pra visitar e sai sentindo saudade. Cada ruazinha, cada rosto sorridente, cada história contada no banco da praça faz parte de um mosaico que emociona. É mais do que um destino. É um abraço. E se você estiver precisando de um, não pensa duas vezes. Vai pra lá. Vai sentir, viver, se encantar.
Me conta: você já conhecia Sabará? Qual dessas lendas você ficou mais curioso(a) pra conhecer de perto? Escreve aqui nos comentários, vou adorar trocar figurinhas com você!
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Perguntas Frequentes (FAQ)
Sim! Especialmente na área turística, o clima é bem tranquilo. Mas claro, bom senso nunca é demais, né?
Maio a agosto é ótimo! Clima mais seco, céu azulzinho e muitas festas tradicionais.
Um fim de semana é ideal. Mas se quiser mergulhar mais, reserve uns 3 ou 4 dias.
Com certeza! A cidade é calma, cheia de espaços culturais e muitas delícias que os pequenos amam.
De BH pra Sabará são só 25 km. Dá pra ir de carro, ônibus ou até de bike se você for aventureiro!